Chaplin, pioneiro da nacionalização da banca
Charlie Chaplin foi, em Inglaterra, um dos primeiros a defender a nacionalização da banca, o controlo de preços e dos lucros.
Em Março de 1931, numa festa londrina em casa de Lady Astor, a primeira mulher a fazer parte da Câmara dos Comuns, Chaplin Chaplin expôs as suas ideias sobre a crise económica: “O mundo sofre com a ingerência do governo no sector privado e com despesas exageradas do Estado. Eu preconizaria uma nacionalização dos bancos e faria a revisão de inúmeras leis, bem como as da bolsa. Criaria um gabinete governamental dos assuntos económicos que controlaria os preços, os juros e os lucros [….] A minha política favoreceria o internacionalismo, a cooperação económica mundial, a abolição do padrão-ouro e da inflação geral”. São ideias, sem dúvida, de contorno socialista ou mesmo comunista.
Quando já vivia nos EUA, Chaplin foi acusado nos anos 1950, no tempo do Macarthismo, de simpatias comunistas em virtude do discurso final do filme “O Grande Ditador”, em que a personagem, o barbeiro judeu, o anti-Hitler, fala de “fraternidade universal”, que “a Terra é rica e pode prover às necessidades de todos”, apelando a que “vós o povo tendes o poder”.
