É proibido planear em Portugal
Falou-se nas intempéries da falta de planeamento do governo, como se fosse uma exceção.
Ora, a falta de planeamento é uma antiga chaga portuguesa.
Há 60 anos que não se consegue planear a construção do novo aeroporto de Lisboa.
Era fácil de saber (nem é de prever que se trata) que milhares de médicos e professores se iam reformar nos últimos anos mas não se planeou a sua substituição.
Os governos de António Costa escancararam as portas à imigração, o que resultou em cerca de mais de 2 milhões de pessoas em Portugal, mas não se reformou, planeando o sistema de saúde, de ensino, da justiça para novas necessidades. Ainda por cima sabendo que o reagrupamento familiar foi acarinhado e que muitas famílias imigrantes têm taxas de natalidade elevadas, pressionando a saúde e o ensino.
O aumento de hospitais privados e o crescimento dos seguros de saúde iriam, com toda a certeza, causar dificuldades ao nível dos recursos humanos no Serviço Nacional de Saúde mas nada se planeou.
Era óbvio que os 2 milhões de imigrantes necessitavam de casa para viver mas não se promoveu a construção de novas habitações com antecedência, casas para vários bolsos, quer para pessoas de menores rendimentos, quer para a classe média, esmagada com a entrada em Portugal de imigrantes com forte poder de compra, brasileiros, franceses, americanos.
Era também certo que a aposta no Turismo, promovendo a criação de centenas de hotéis e alojamentos locais, diminuiria o parque habitacional. Nada se fez …
