Força, força Camarada Vasco
O primeiro-ministro do então IV Governo Provisório, Vasco Gonçalves, e os seus apoiantes, estavam já sob fogo cerrado dos moderados do MFA que, 15 dias depois formalizam o ataque no Jornal Novo com o“Documento dos Nove”.
O país está ao rubro, com bolsas de quase guerra civil, sobretudo a norte do país, com ataques da extrema-direita às sedes do PCP.
A Sul, a força comunista é, porém, muito forte, com o apoio dos sindicatos e da comunicação social controlada pelo Estado.
É exemplo esta capa do Diário de Notícias de 23 de Julho de 1975, jornal então dirigido por dois militantes do PCP, Luís de Barros e José Saramago, reproduzindo o cartaz que a 5ª Divisão do MFA, formada por militares gonçalvistas, criara dias antes, “Força, força Camarada Vasco, nós seremos a muralha de Aço”, slogan também musicado por Carlos Alberto Moniz.
Vasco Gonçalves, alavancado por estes apoios, ainda conseguiu formar o V Governo Provisório mas o estertor do gonçalvismo aproximava-se. Faltavam três meses para o 25 de Novembro.
