Passos, González e Ronaldo
Passos, Gonzalez e Ronaldo
Passos Coelho só governou quatro anos e não se conforma com o facto de ter ganho as eleições legislativas de 2015 (em coligação com o CDS/PP) mas ser apeado do lugar de primeiro-ministro pela geringonça de António Costa.
Anda por aí a fazer a vida negra aos vindouros, primeiro Rui Rio, agora Luís Montenegro, porque não consegue ultrapassar o trauma e quer voltar para se resolver.
Ontem, entrevistado na SIC, usou todo o fel e disse que Montenegro tinha sido um “bom líder parlamentar”.
Felipe González governou 14 anos, o que é um tempo que facilmente se começa a confundir com absolutismo, nepotismo e corrupção. Saiu em desgraça, afundado em negócios escuros no seu partido e no Governo e promotor privado dos esquadrões da morte GAL para abater separatistas. Quando saiu abraçou a carreira empresarial de topo em grandes multinacionais, o que não o impediu de tentar crucificar futuros líderes do PSOE, sobretudo Pedro Sánchez, de uma forma tão obsessiva que preferiu a direita a ver Sánchez sentado em Moncloa e ainda este fim-de-semana, numa entrevista ao Expresso, faz ataques gratuitos ao ainda primeiro-ministro, como não ter carácter por ir de férias a seguir à crise de Ceuta.
Ronaldo faz 42 anos daqui a pouco mais de quatro meses mas quer competir na seleccão, tirar o lugar a novos e velhos (mais novos que ele), não olhando a meios para o fazer. Num comunicado por causa do caso de aquecimento durante meia hora no jogo frente à Noruega, sem entrar em campo a seguir, tentou humilhar Jesus e demonstrar que é ele Ronaldo, quem manda no treinador e na Federação Portuguesa de Futebol.
Qualquer deles, por razões diferentes, recusa-se a aceitar que a oportunidade se perdeu ou que o tempo ficou lá atrás ….
