A Lei do Benfica (perdão a Lei de Murphy)
A Lei de Murphy diz que se existe a possibilidade de algo correr mal, vai mesmo correr mal.
O Benfica atual é um bom exemplo desta lei.
Rui Costa ganhou confortavelmente as últimas eleições já sob os escombros do clube, na gestão desportiva e nos resultados. Tem razão Luís Filipe Vieira quando diz parece que aos sócios tanto faz perder ou ganhar, um pouco como na política nacional tanto faz, para os portugueses, serem governados pelo PS ou PSD.
O Benfica esteve seis meses refém de Mourinho, tudo aturando, com uma inconstância e um piadismo constantes deste treinador, que só lembrou Donald Trump. No final, o clube ainda saiu humilhado, a fazer-lhe uma proposta de renovação (e que resultados o justificavam?) quando já se sabia, com toda a probabilidade, que Mourinho ia rumar ao Real Madrid.
A gestão do caso Prestianni sempre foi desastrosa e continua, com o jogador ainda a pertencer ao clube. Por mais que Vinicius Júnior seja provocador, um clube como o Benfica, não pode tolerar gestos racistas.
Treinadores como Rúben Amorim afastaram-se de treinar o Benfica na época de 2026/2027. Jogadores como Bernardo Silva ou Palhinha fizeram o mesmo. São provas de que o clube não merece a admiração de outros tempos e é tratado como se fosse uma instituição vulgar.
As contratações para esta época deixam muito a desejar. Kaminski parece não ser uma boa aposta. Clément Lenglet já tem 31 anos, na linha do que tem sido a tendência do clube para privilegiar a terceira idade (do futebol), como aconteceu com Di Maria e Otamendi. E Duran está com uma auréola de estrela, o que pode ser desmesurado. A juntar às contratações desta época mantêm-se na equipa contratações de épocas anteriores que desiludiram, como Pavlidis e Richard Rios, sobretudo este último.
O jogo desta semana com os suíços do St Gallen também não podia correr pior, com jogadores desmotivados e desleixados.
