Salazar era uma das testemunhas miraculosas do Apocalipse
O padre peruano Mateo Crawley Boevey, companheiro de António de Oliveira Salazar e de Cerejeira no Convento dos Grilos, nos anos 1920, é conhecido em todas as biografias do ditador por lhe ter dito, profeticamente em 1927: “A mim não me enganas. Por detrás dessa frieza, há uma ambição insaciável. És um vulcão de ambições”
Mas o padre Mateo fez outra profecia sobre Salazar, revelada pelo historiador e biográfo do ex-presidente do Conselho, Filipe Ribeiro de Menezes no artigo sobre Salazar no livro Os Primeiros Ministros de Portugal (2022, INCM).
Segundo Menezes, o padre Mateo escreveu a Salazar, quando este já era Presidente do Conselho, a informá-lo que ele era uma das duas testemunhas mencionadas no capítulo 11.3 do Apocalipse, “munindo-o do meio para reconhecer a outra testemunha, que se encontra também em Portugal” (Arquivo de Salazar na Torre do Tombo, sem data)
O Apocalipse 11.3 diz que “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” ( ou seja vestidas de pano de saco, a roupa tradicional dos tempos da Bíblia), querendo dizer que dois profetas surgirão nos tempos do fim, até que venha a Besta, e farão grandes milagres, tendo o poder de enviar pragas, fazer parar de chover e destruir os seus inimigos.
No Apocalipse 11:4 refere-se que as duas testemunhas são duas oliveiras e dois candelabros que ficam diante do Senhor. O azeite vem do fruto da oliveira e o candelabro representa a luz da presença de Deus. As duas testemunhas serão duas pessoas ungidas por Deus para testemunhar a Sua glória ao mundo.
Depois da instabilidade política da I República e, após o 28 de Maio de 1926, o fracasso dos militares em recuperarem as finanças do país, Salazar foi o homem que equilibrou as contas públicas como ministro das Finanças durante quatro anos, Por sua vez, como presidente do Conselho desde 1932 garantiu estabilidade política, ainda que através de um longo governo de ditadura até 1968, depois continuado por Marcelo Caetano.
