Um país que gosta de ser eterno
Royal Crown made in Brazil by António Gomes da Silva in 1817, Royal Treasure Museum, Lisbon, Portugal
Pensávamos que a rota das especiarias era para sempre e não conseguimos competir com a nova potência ascendente, a Holanda.
Tivemos sorte com a descoberta de ouro em Minas Gerais mas explorámos a preciosidade até ao tutano e não criámos alternativas.
Apostámos ao máximo na escravatura e esquecemos a industrialização.
Fixámo-nos em Salazar durante quase 50 anos, ao ponto de o ditador nunca ser deposto e morrer na cama, após um acidente cerebral.
Virámo-nos para África e queríamos levar para a eternidade portuguesa estas colónias, não lhes concedendo a independência negociada.
Sempre contámos com a ajuda financeira dos outros, nos resgastes internacionais de 1892, 1928, 1978, 1982 e 2011
Entrámos a na Europa e ainda hoje vivemos dos fundos estruturais e das verbas do PRR.
Julgamos que a galinha de ovos de ouro do turismo é eterna.
Estamos há mais de 50 anos com um regime de alternância entre o PS e o PSD e continuamos a votar nos mesmos.
Ronaldo continuar a jogar futebol ou a fazer partidas completas com 41 anos …
Insistimos, insistimos, até o desastre chegar …
