Manual do Guerrilheiro Urbano está na net
O livro O Manual do Guerrilheiro Urbano, do comunista brasileiro Carlos Marighella, foi apreendido pela Polícia Judiciária, segundo o Correio da Manhã de 20.04.2026, na casa de Nuno Vassalo, o ativista em prisão preventiva que no dia 21 de março passado fez explodir um cocktail Molotov nas escadas exteriores da Assembleia da República durante uma manifestação pró-vida contra o aborto.
O Objetivo foi pesquisar o livro na internet, que se encontra on line no site https://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/manual.pdf
Também nas bibliotecas públicas a obra está disponível.
São várias as referências no livro aos cocktail Molotov, considerado uma arma indispensável do guerrilheiro urbano.
“Aprender a fazer e construir armas, preparar bombas Molotov, granadas, minas, artefatos destrutivos caseiros, como destruir pontes, e destruir trilhos de trem são conhecimentos indispensáveis a preparação técnica do guerrilheiro”.
“Os coquetéis Molotov, gasolina e artefatos caseiros tais como caixas de tubos e latas, bombas de fumaça, minas, explosivos convencionais tais como dinamite e cloreto de potássio, explosivos plásticos, cápsulas de gelatina, e munições de todo tipo são necessários para a missão do guerrilheiro urbano”.
“Quando o inimigo luta contra nos a cavalo não temos desvantagem sempre e quando temos veículos. O automóvel anda mais rápido que o cavalo. Desde o interior do automóvel também temos o alvo do policial montado, derrubá-lo com metralhadora, revólver ou com coquetéis Molotov e granadas”.
“Os carros blindados, incluindo veículos militares, não são imunes às minas. Estradas obstruídas, armadilhas, enganos, intercepção de outros veículos, bombas Molotov, atirar com armamento pesado, são métodos eficientes de assaltar veículos”.
“O guerrilheiro urbano manifestante ensina aos grupos nas manifestações as rotas de fuga se é necessário. Coloca minas, atira bombas Molotov, prepara emboscadas e explosões”.
“As armas, munições, Molotovs, armas caseiras de destruição e ataque, tudo isto tem que ser suprido previamente para antecipar o inimigo. Para que possa causar a maior quantidade de dano possível, é uma boa idéia estudar e por em prática um plano de sabotagem.”
Carlos Marighella escreveu o Manual do Guerrilheiro Urbano para servir de guia de ação aos militantes comunistas contra a ditadura brasileira dos anos 1960. Marighella foi assassinado em 1969 pela polícia política da ditadura.
